"Desapaixonar", fazer perder a paixão a…
Andei a semana toda com esta palavra na cabeça. Fujo desta palavra (deste sentimento?), morro de medo de um dia me desapaixonar ou de saber que ele se desapaixonou.
Podemos ainda amar e estarmos desapaixonados. Desiludidos. Olhar para aquela pessoa e já não sentir borboletas. Nem vontade de estar. Já não conseguir ser feliz com essa pessoa, não querer construir sonhos, nem realizar outros tantos.
Quando olho à minha volta vejo imensos casais que se amam, mas já não estão apaixonados. Dizem que a fase da paixão passa com o tempo, eu não concordo. A fase de não dormir porque queremos falar com aquela pessoa, a fase de andarmos de sorriso rasgado o dia todo até pode passar.
Mas as borboletas não podemos deixar de as sentir.
As borboletas ou a ausência delas são o sintoma de que algo vai mal ou algo continua muito bem.
Eu continuo a sentir borboletas nas mais pequeninas coisas, nos jantares que temos os dois sozinhos, no cuidado que cada um tem em deixar o outro feliz, quando cozinhamos juntos, quando ouvimos uma música abraçados e sinto que foi “feita” para nós.
Sabem aqueles momentos em que o mundo deixa de girar, e somos só nós os dois e pensamos que não podíamos ser mais felizes do que somos?
Para mim isso é sentir borboletas.
Isto para não falar do momento em que ele chega de viagem, em que eu pareço uma adolescente à porta do aeroporto, com o seu melhor vestido, perfumada e pintada! como se fosse a primeira vez que ele me estivesse a ver. O mais ridículo é que em regra geral ele vem mais morto que vivo, depois de vários voos e horas em aeroportos, mas para mim é sempre O momento.
E então nestes momentos as borboletas voam e voltam a voar aqui dentro.
E é por isto ser assim tão bom que tenho medo de um dia tudo se perder. Porque a vida é mesmo assim. Temos problemas, gerimos mal as expectativas, iludimo-nos e achamos que vai ser sempre tudo espetacular e quando somos confrontados com a realidade, ele já não é mais o homem que nos faz sentir borboletas.
Este ano apesar de ainda só terem passado 4 meses, aprendi imensa coisa no que diz respeito às relações, especialmente em relação à minha. Não quer dizer que já tenha conseguido implementar tudo o que aprendi, mas vou chegar lá.
A minha prioridade é aproveitar o meu namorado e viver este amor com a felicidade que ele merece ter. Estava a por todos os males do mundo em cima de um amor, que não tinha culpa nenhuma das vicissitudes da vida. E um dia alguém que agora me conhece bem, disse-me que eu estava tão preocupada em ter o melhor dos dois mundos, que estava a esquecer-me de viver este amor. Tudo parecia mais importante que o agora, que o momento. E sai daquela conversa de mãos dadas com ele. E no fim de uma noite só para nós estava
ainda mais apaixonada.
Desapaixonada...que nunca deixemos de sentir as borboletas...
[Volta rápido, sim?]