Fall in love# Desapaixonar...

segunda-feira, abril 07, 2014
"Desapaixonar", fazer perder a paixão a… 
 Andei a semana toda com esta palavra na cabeça. Fujo desta palavra (deste sentimento?), morro de medo de um dia me desapaixonar ou de saber que ele se desapaixonou.
Podemos ainda amar e estarmos desapaixonados. Desiludidos. Olhar para aquela pessoa e já não sentir borboletas. Nem vontade de estar. Já não conseguir ser feliz com essa pessoa, não querer construir sonhos, nem realizar outros tantos.

Quando olho à minha volta vejo imensos casais que se amam, mas já não estão apaixonados. Dizem que a fase da paixão passa com o tempo, eu não concordo. A fase de não dormir porque queremos falar com aquela pessoa, a fase de andarmos de sorriso rasgado o dia todo até pode passar.
Mas as borboletas não podemos deixar de as sentir. As borboletas ou a ausência delas são o sintoma de que algo vai mal ou algo continua muito bem.
Eu continuo a sentir borboletas nas mais pequeninas coisas, nos jantares que temos os dois sozinhos, no cuidado que cada um tem em deixar o outro feliz, quando cozinhamos juntos, quando ouvimos uma música abraçados e sinto que foi “feita” para nós.
Sabem aqueles momentos em que o mundo deixa de girar, e somos só nós os dois e pensamos que não podíamos ser mais felizes do que somos?

Para mim isso é sentir borboletas.
Isto para não falar do momento em que ele chega de viagem, em que eu pareço uma adolescente à porta do aeroporto, com o seu melhor vestido, perfumada e pintada! como se fosse a primeira vez que ele me estivesse a ver. O mais ridículo é que em regra geral ele vem mais morto que vivo, depois de vários voos e horas em aeroportos, mas para mim é sempre O momento.
E então nestes momentos as borboletas voam e voltam a voar aqui dentro. E é por isto ser assim tão bom que tenho medo de um dia tudo se perder. Porque a vida é mesmo assim. Temos problemas, gerimos mal as expectativas, iludimo-nos e achamos que vai ser sempre tudo espetacular e quando somos confrontados com a realidade, ele já não é mais o homem que nos faz sentir borboletas.

Este ano apesar de ainda só terem passado 4 meses, aprendi imensa coisa no que diz respeito às relações, especialmente em relação à minha. Não quer dizer que já tenha conseguido implementar tudo o que aprendi, mas vou chegar lá. A minha prioridade é aproveitar o meu namorado e viver este amor com a felicidade que ele merece ter. Estava a por todos os males do mundo em cima de um amor, que não tinha culpa nenhuma das vicissitudes da vida. E um dia alguém que agora me conhece bem, disse-me que eu estava tão preocupada em ter o melhor dos dois mundos, que estava a esquecer-me de viver este amor. Tudo parecia mais importante que o agora, que o momento. E sai daquela conversa de mãos dadas com ele. E no fim de uma noite só para nós estava ainda mais apaixonada.

Desapaixonada...que nunca deixemos de sentir as borboletas...

[Volta rápido, sim?]

2 comentários:

  1. Gostei muito.... e acho que tens toda a razão... :) Há que aproveitar o momento, valorizar o que temos... para que, se um dia acabar, não olhemos para trás com arrependimento.

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  2. Não te quero assustar (ainda mais) mas esse desapaixonar já aconteceu comigo. Aliás, aconteceu com a pessoa que estava comigo, ao fim de quase 10 anos de namoro. Não foi repentino, foi gradual, e sem uma razão em concreto. Com o tempo senti que tinha deixado de ser amada.
    Hoje em dia prefiro pensar que a verdadeira paixão nunca existiu entre nós, que tínhamos mais um sentimento de irmãos do que verdadeiramente de namorados.Entretanto voltei a acreditar no amor, como sabes, tenho um namorado maravilhoso, não tenho a mais pequena sombra de dúvida do amor que ele sente por mim, mas essa coisa do "para sempre"...não sei se vou voltar a acreditar nela como um dia acreditei. Mas também já não faço disso um drama. Que seja eterno enquanto dure. Se acabar é porque já não valia mais a pena vivê-lo.

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